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@Leoa_854 vê lá o @webmilionario ;) (11 months ago)

Inception

Tens a certeza que vives num mundo real, ou será que estás apenas a sonhar? Afinal, enquanto um sonho dura, parece bem real. Parece? Enquanto estamos a sonhar, o sonho é real, quando acordamos é que se desvanece.

A ideia de que o nosso mundo pode não ser mais do que uma ilusão é capaz de levar alguém à loucura e até ao suicídio. A morte pode ser vista como a única saída para um nível superior de existência, mas quem se arrisca a descobrir o que está do outro lado?

Inception (ou A Origem) aborda os sonhos, vários níveis de realidade, o subconsciente, o amor, a vida e a morte. Tudo isto à volta de um thriller de acção, cheio de perseguições, tiroteios e explosões.

Já quase toda a gente viu o filme, mas se ainda não viste, fica o aviso – este texto contém spoilers!

Em primeiro lugar convém dizer que gostei do filme. Foi dinheiro bem gasto e tempo bem passado. Considerando que o cinema não está barato e que são 148 minutos de filme, isso já é dizer bastante.

“The most resilient parasite is an idea planted in the unconscious mind.”

Como produto de entretenimento, Inception é muito bom. Visualmente é arrebatador, o enredo prende-nos até ao final e os actores são reconhecidamente competentes. Inception já é o blockbuster do ano e isso é excelente para os seus criadores. Aliás, é para isso mesmo que se investem muitos milhões de dólares neste tipo de filmes. Espero que tenha servido para provar que ainda é possível criar imagens de cortar a respiração sem recorrer ao 3D, que sinceramente, já enjoa um bocado.

Apesar disso, eu esperava algo mais. Inception não levanta questões de fundo que não tenham sido já exploradas em filmes anteriores, como Matrix ou Vanilla Sky. A forma simplista como as trata também não abona a seu favor. E os diálogos deixam muito a desejar. Basta pesquisar “Inception quotes” no Google para perceber a pobreza das citações retiradas do filme.

Mas aquilo que me desiludiu mais em Inception, é que tinha tudo para ir ainda mais longe e não foi.

Don’t be afraid to dream a little bigger, darling. É isto que apetece dizer a Christopher Nolan no final do filme. Depois de vermos o que Ariadne é capaz de fazer no seu primeiro sonho, ficamos a salivar para descobrir o que ela vai fazer a seguir!

Mas as fantasias loucas da arquitecta ficam por aí. Até ao final do filme, a única distorção da “realidade” que vamos ver são umas escadas defeituosas. É muito pouco para alguém capaz de descer até às profundezas da consciência humana só para matar a sede da criação sem limites.

Depois temos Cobbs, que devia ser um arquitecto genial, mas por receito ser traído pelo seu subconsciente, já não desenha. E ainda o seu mestre, que é bem capaz de ser o maior arquitecto do mundo, mas não sabemos nada sobre ele nem a sua obra. Sou só eu que gostava de ver mais?

Tudo explicadinho

Ao contrário do que é habitual neste tipo de filmes, Inception não confunde muito o espectador. As regras são explicadas muito claramente logo na fase inicial e toda a história obedece fielmente ao que foi definido. Parece que Nolan adoptou a técnica comum em videojogos, onde o primeiro nível é na verdade um tutorial em que aprendemos enquanto jogamos.

O problema é que, enquanto as personagem nos explicam tudo o que está a acontecer, não deixam quase nada para a nossa própria imaginação preencher. E tornam-se demasiado superficiais, meros guias que nos levam pela mão através dos vários níveis do jogo.

O exemplo da escada paradoxal é quase um insulto à nossa inteligência. Mesmo depois de nos explicarem com antecedência o conceito da escada de Penrose e a possibilidade de a usar nos sonhos, o personagem sente a necessidade de o verbalizar novamente no meio da acção (paradoxo, diz ele), não vá o espectador estar distraído.

A única dúvida surge no final do filme, mas até isso é previsível e teria uma resposta fácil se nos dessem mais uns segundos antes de entrar o genérico.

O subconsciente

O subconsciente humano tem um lugar de destaque no filme. Essencialmente, todos os vilões são produtos do subconsciente de algum personagem e agem fora do seu controlo.

Mal é o expoente máximo do poder do subconsciente, sabotando constantemente as intenções do seu criador. A verdade é que se o nosso subconsciente pudesse materializar-se e agir por conta própria, não ia ser bonito!

Não deixa de ser curioso que a personagem que mais me tocou e que transmite mais emoções em todo o filme é apenas uma projecção de alguém que já morreu.

O que não faz tanto sentido é que os outros personagens, com o estilo de vida que levam, não tenham os seus próprios fantasmas a assombrar cada sonho.

As falhas de Inception

Apesar de definir as regras cuidadosamente e nunca fugir delas, há momentos do filme que desafiam qualquer lógica.

As cenas de acção em gravidade zero são das mais memoráveis do filme, no entanto não fazem qualquer sentido. Porque é que num mundo de sonhos, onde o sonhador pode até virar uma cidade inteira do avesso com os carros colados ao tecto (aí não se aplicam as leis), a gravidade deixa de existir pelo simples facto de estar em queda livre no mundo real? É um sonho, nada existe fora das mentes dos sonhadores e devia ser possível controlar todas as propriedades físicas, incluindo a força da gravidade. Como alguém uma vez disse, “there is no spoon“.

Outra falha incompreensível é ignorância da equipa em relação às adversidades que iam encontrar durante a missão. Primeiro levam-nos a acreditar que estes são os maiores peritos do mundo numa ciência ultra-avançada e depois impingem-nos um erro que nem um principiante faria. Esqueceram-se de investigar se o alvo estava protegido contra o ataque que planearam? Por favor… A piada deste tipo de enredo é ver um plano complexo a desenrolar-se, e este falha logo no passo mais básico, por desleixo. É um twist muito forçado.

Podia continuar a analisar todos os pormenores, mas Inception é uma experiência muito mais agradável se não pensarmos demais naquilo que estamos a ver.

A conclusão é que Inception merece ser apreciado no cinema, mas não é um filme de culto. Não tem o impacto que Matrix teve. Não vai ser um ícone cultural e não vale a pena revê-lo vezes sem conta até sabermos as falas de cor.

Sei que muita gente adorou o filme e que há teorias diferentes sobre o seu verdadeiro significado, portanto não se poupem nos comentários!

A verdade surpreendente sobre o que nos motiva

Acreditas que o dinheiro é o principal motor da motivação humana? Que tudo tem o seu preço? Talvez não seja bem assim…

É certo que o dinheiro nos motiva a fazer tarefas básicas, mas depois de conseguirmos a independência financeira, o que é que nos leva mais além?

A técnica usada neste vídeo é genial e duvido que a maioria das pessoas o vissem até ao fim se não fosse animado desta forma. Se gostaste tanto como eu, vê os restantes vídeos da RSA Animate.

RSS – O que é?

Já ouviste falar em RSS mas não sabes o que é? Costumas ver uns símbolos cor-de-laranja nos sites que visitas mas nunca tiveste coragem de perguntar para que servem?

Nesse caso está na altura de aprenderes um pouco sobre o padrão RSS, porque é algo essencial nos tempos de information overload em que vivemos.

RSS são as iniciais de Really Simple Syndication, embora já tenham significado Rich Site Summary em versões anteriores.

Este formato de ficheiro serve para distribuir o conteúdo de sites através da web. Cada site publica a sua RSS Feed e o utilizador recebe os conteúdos através de um leitor de RSS.

Na prática isto quer dizer que cada pessoa pode criar a sua lista de leituras favoritas online e passar a receber num único sítio todas as actualizações à medida que estas surgem na web. Sem um leitor de RSS, seria necessário percorrer toda a lista de sites regularmente para encontrar as novidades. Assinando a Feed de cada site, os conteúdos chegam até nós assim que são publicados.

Para qualquer pessoa que goste de acompanhar blogs, o leitor de RSS é uma ferramenta obrigatória. Enquanto no site de um jornal diário sabemos que vamos sempre encontrar a edição do dia, um blogger pode fazer 3 posts novos de seguida e depois passar 3 meses sem publicar nada. Assinar a RSS é o método mais simples para acompanhar todos os blogs que nos interessam sem perder tempo.

Não são apenas os blogs que publicam RSS feeds. Esta forma de receber informação está disponível em inúmeros sites, desde jornais a fóruns de discussão. Também é possível usar o RSS para republicar certos conteúdos, mas isso já é outra história.

Leitores de RSS

Existe uma grande variedade de leitores para todos os sistemas operativos, na web, em telemóveis, etc… Não vou fazer uma lista com todas as opções disponíveis, vou apenas abordar o essencial para quem está a descobrir o mundo das RSS feeds.

Google Reader

O leitor mais usado mundialmente é o Google Reader. É simples, funciona em qualquer browser e pode ser acedido em todo o lado.

Para começar a usar o Google Reader basta ter uma conta Google. Quem já usa serviços Google, como por exemplo o Gmail, tem acesso imediato ao Reader.

Eu sou utilizador do Google Reader e utilizo-o no iMac, mas gosto mais de ler as feeds no iPad e para isso recorro a outra aplicação.

FeeddlerRSS

Para aceder ao Google Reader no iPhone e no Ipad, uso o FeeddlerRSS. Isso não quer dizer que dispenso o Google Reader, pelo contrário. O FeeddlerRSS necessita de uma conta Google Reader associada para fazer a sua magia.

É certo que podia usar o browser e aceder normalmente na web, mas esta aplicação tem uma interface muito mais agradável e adapta-se perfeitamente aos dispositivos a que se destina.

A aplicação para iPhone é compacta e simples, enquanto a irmã mais velha aproveita a dimensão do ecrã do iPad para proporcionar a experiência de leitura perfeita.

Neste momento estou a usar a versão gratuita do FeedlerRSS, mas existe uma versão paga com mais funções. Interessa-me essencialmente a opção de fazer download das feeds para ler mais tarde, sem ligação à internet.

Não deixes de visitar!

Seguir a RSS de um blog não quer dizer que nunca mais se entre no site. Por vezes há conteúdo que só é visível na própria página e que os leitores por RSS não imaginam que lá está. A hipótese de comentar os posts também é uma parte essencial de cada blog e para isso é obrigatório aceder ao site.

Resta-me sugerir que subscrevas a minha RSS para receberes os próximos posts no teu leitor preferido.

Olá, mundo!

Olá, mundo! Ou na língua original – Hello, world!
Esta é a frase que tradicionalmente se usa no ensino de qualquer linguagem de programação. O objectivo é mostrar um “olá mundo” no dispositivo de saída, um primeiro passo que nos motiva para voos mais altos.

O código abaixo foi publicado num manual da linguagem C, nos anos 70, e deu início à tradição.

#include <stdio.h>
 int main()
 {
        printf("hello, world");
        return 0;
 }

Depois deste exemplo, milhares de manuais, guias e tutoriais por esse mundo fora usaram o mesmo método para dar o primeiro passo numa nova linguagem.

Também no WordPress (a plataforma de blogging que estou a usar) o primeiro post tem sempre este título. Em vez de o apagar, como é suposto, decidi prestar homenagem ao mítico Hello, World.

Olá, impressora feita em LEGO

Este é o Hello World mais incrível que já vi. Junta um Mac, peças de LEGO, uma caneta de feltro e uma grande pancada – o resultado é genial!

Este post de abertura ficou extremamente geek, será um sinal do que aí vem?

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